Há alguns dias, o governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões, passou por Poços de Caldas, declarou que por algumas horas a estância sulfurosa seria “capital do Estado”, Junto com sua comitiva, que incluía deputados, candidatos a deputados, assessores e diversos outros elementos que não sabemos ao certo para que vieram. O próprio Mateus também é candidato a permanecer no gargo que herdou do ex-governador Romeu Zema. Antes de Poços de Caldas, a comitiva tinha passado pela co-irmã Pouso Alegre e por diversas outras cidades que também por um curto período, haviam sido convertidas em capitais temporárias do Estado de Minas Gerais.
Na curta estadia, aconteceu uma longa lista de promessas nas mais variadas áreas da vida política da municipalidade. Cerca de aproximadamente R$ 4 milhões para ajudar na construção do Hospital do Câncer de Poços de Caldas. Não se sabe quantos milhões para construir o viaduto para resolver o crônico na área do trevo da Saturnino de Brito. Idem para a construção do viaduto sobre a Avenida Vereador Edmundo Cardillo para dar um acesso seguro aos bairros da Zona Leste. Também prometeram a duplicação da Rodovia do Contorno - via de grande importância estratégica para a economia do município. E assim por diante.
Aqui entra São Tomé - aquele que só acreditava vendo. Dificilmente tais promessas serão cumpridas. Muitas delas já foram prometidas antes, o tempo passou e nada aconteceu. Ainda mais agora, quando o governo de Minas está mais quebrado do que arroz de terceira e tem uma dívida de quase R$ 200 bilhões que só não foi para o SPC - SERASA graças a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF.
É óbvio que nós torcemos para isso ser verdade e para que as promessas sejam cumpridas. E que a população seja beneficiada em todas as áreas de nossa comunidade.
EM OFF
Fogo no parquinho da direita
Como todo mundo sabe, a direita é a tendência política mais forte em Poços de Caldas desde sempre. Com raras exceções, sempre esteve no comando da Prefeitura e da Câmara Municipal. Agora, quando as eleições gerais de outubro se aproximam, o clima não anda nada amistoso lá pelas bandas do PL, ondes se concentram as candidaturas conservadoras. Muito longe disso. Não há consenso entre os pré-candidatos, que estão se digladiando em praça pública. O mais recente episódio é a denúncia feita na Justiça Eleitoral por Beto Loko contra seus desafetos ex-prefeito Sérgio e ex-vereador Marcelo Heitor. Pelo visto, eles que já não se curtiam, agora se odeiam por causa do desgaste que estas denúncias causam junto ao eleitorado sulfuroso.
Calmaria pelas bandas da centro- esquerda
Se pelas bandas da direita, o bicho está pegando, pelo lado da centro-esquerda está a maior calmaria. Bem devagar quase parando. Bem no estilo do deixa ficar do jeito que está para ver como fica. Lá, os candidatos ainda estão "na moita", esperando a hora certa de sair de lá. Mas, na verdade, estão vendo a situação de camarote e nem precisam jogar lenha na fogueira - já que tem gente fazendo isso por eles.
Do mal para o pior
A mudança do PSF do Dom Bosco para a nova casa, perto do supermercado Colombo, é a pura expressão da frase “de mal a pior”. A antiga casa, perto do trevinho do Senai, era desajeitada. Porém, a nova é pior ainda, cheia de escadas e cômodos pequenos e mal divididos. Além de ter um péssimo acesso que é um pesadelo para pessoas com mobilidade comprometida. Já passou da hora da Prefeitura tratar deste caso com mais seriedade e construir um novo prédio para o PSF deste que é um dos bairros mais populosos de Poços de Caldas, pois os moradores da região não estão sendo bem atendidos.
