Política & Poder / Pingodoi

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O ex-governador Romeu Zema em sua visita à "Rota 459"

 

 Lá se vão 12 anos sem que Poços de Caldas tenha um deputado que possa ser chamado de seu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, ou no Congresso Nacional, em Brasília. Os últimos e desempenhar tais funções foram Sebastião Navarro, Carlos Mosconi e Geraldo Thadeu. Dr. Mosconi Cumpriu quatro mandatos como Deputado Federal (1983-1987, 1987-1991, 1995-1999 e 1999-2003) e um de estadual (2007-2011); O ex-prefeito Sebastião navarro Vieira Filho foi deputado federal por duas vezes (1979/83) e 1983/87). Depois foi deputado federal entre 1995 e 2004, com três legislaturas. O também ex-prefeito Geraldo Thadeu foi eleito três vezes deputado federal (2003-2007; 2007-2011; 2011-2014), tendo sido o último político de Poços de Caldas a ocupar um mandato de deputado. De 2014 até a corrente data, foram três eleições nas quais nenhum candidato de Poços de Caldas conseguiu sucesso nas urnas. Neste ínterim, teve o caso do deputado Mauro Tramonte, que apesar de ser poços-caldense, só se elegeu graças à sua fama como apresentador de um programa policial na Rede Record do pastor Edir Macedo.

   Falta de candidato não foi a causa destes fracassos eleitorais. Muito pelo contrário - o que teve foi excesso de candidaturas que pulverizaram os votos e não permitiu a eleição de ninguém. E nas eleições de outubro próximo, tem todos os ingredientes nara o fracasso se repetir, já que há uma avalanche de pré-candidato sem nenhuma expressão e eleitoral - nem em Poços de Caldas e muito menos na região adjacente a Poços de Caldas. E também há a disposição das mais diversas lideranças políticas locais de não abrir mão de suas intenções, o que encaminha para o impasse e uma provável decepção. Nem mesmo candidatos indicados e fortemente financiados por gestões municipais anteriores tiveram sucesso. Para completar, dirigentes partidários também não se interessam em articular uma coalizão de várias siglas para reforçar uma candidatura - o problema é definir quem será o indicado de consenso. E aí sobre dissenção e as canoas furadas afundam!

   A municipalidade tem votos necessários para eleger mais de um candidato nas duas esferas. Mas só ter não resolve nada; tem que ter união e deixar interesses pessoais de lado, se unindo em torno de um objetivo comum mais nobre. Porém, como há pulverização dos votos, é necessários que se compense a diferença em cidades vizinhas. Como sempre ocorria e agora não ocorre mais. Poços já não tem o mesmo protagonismo e a mesma importância de outrora. Isso ficou evidente na visita do ex-governador Romeu Zema há alguns dias. Fez o trajeto de BR 459 (Pouso Alegre, Congonhal, Ipuiúna e Caldas) sem incluir a maior cidade da região na agenda dele. Só passou em Poços para embarcar no avião de volta a BH. Prefeitos, vereadores e candidatos fizeram a festa e já articulavam seus apoios nestas cidade que antigamente votavam em peso nos candidatos sulfurosos. Hoje é o contrários: é aqui que eles vem abiscoitar seus votos.

Ainda dá tempo das lideranças se reunirem e se unirem em torno de um nome realmente viável para Poços voltar a ter um deputado!